5 motivos pelos quais os dentes do siso são extraídos

Dor de dentes

Os dentes do siso são os últimos a serem desenvolvidos e talvez por isso mesmo são popularmente conhecidos como os “dentes do juízo”. Embora nem sempre tenham de ser extraídos, a maior parte das vezes essa é a única solução – saiba porquê.  

O que é o dente do siso?

Os dentes do siso são o terceiro e último conjunto de dentes molares que o ser humano desenvolve, o que acaba por acontecer entre os 16 e os 21 anos de idade. Os dentes do siso estão presentes nos quatro cantos da boca, dois na zona superior, dois na zona inferior. Curiosamente, nem todas as pessoas têm os dentes do siso: enquanto algumas têm os quatro, há quem não tenha nenhum ou então tenha apenas dois, os de cima ou os de baixo. Quando pensamos em dentes do siso, pensamos imediatamente em extração uma vez que é normalmente isso que acontece aos dentes do siso. A boca humana está estruturada para receber 32 dentes, no entanto, o número ideal é mesmo 28 dentes, o que faz dos dentes do siso os mais indesejados porque, para além de serem os últimos a nascer, podem destabilizar os dentes existentes.

Porque é que os dentes do siso são extraídos?

Os dentes do siso chegam tarde e tentam conquistar o seu espaço ao lado dos restantes dentes, mas nem sempre isso é possível, causando dor, desconforto e por vezes uma série de outros problemas que obrigam à sua extração – um procedimento chamado “exodontia”. Porque é que os dentes do siso são extraídos?

  1. Falta de espaço. Uma das principais razões pelas quais os dentes do siso são extraídos prende-se com a falta de espaço: essa falta de espaço pode verificar-se depois dos dentes do siso terem rompido ou mesmo antes, quando os dentes do siso ainda se encontram presos abaixo da linha das gengivas. Os dentes do siso inclusos não têm espaço suficiente para nascer, mas também não podem ficar “escondidos” porque podem provocar infeções diversas, podem alterar a posição e o alinhamento dos dentes, assim como causar dores nos maxilares, ouvidos e até dores de cabeça/enxaquecas.
  2. Erupção anormal. Se os dentes do siso nascerem numa posição anormal – de lado, para dentro, para fora ou enviusados – terão de ser extraídos, caso contrário podem interferir com os restantes dentes, prejudicando o seu espaço e saúde oral, ou seja, os dentes adjacentes aos dentes do siso tornam-se mais propícios a desenvolverem doenças orais.
  3. Higiene oral insuficiente. Uma higiene oral cuidada e diária é crucial para assegurar a saúde contínua da boca e dos dentes, no entanto, quando os dentes do siso estão mal posicionados ou semi-inclusos, isto dificulta a lavagem correta dos dentes e a passagem do fio dental porque torna-se difícil alcançá-los Consequentemente, uma higiene oral insuficiente pode levar a doenças periodontais, caso da gengivite e da periodontite.
  4. Alteração do alinhamento dos dentes e maxilares. Devido à falta de espaço ou à forma como os dentes do siso nasceram, estes podem empurrar, apertar ou sobrepor-se aos dentes existentes, danificando não só os dentes, mas também os nervos presentes na boca, assim como os maxilares. Os dentes do siso mal formados ou mal posicionados podem alterar, de forma negativa, o alinhamento dos dentes e dos maxilares.
  5. Pericoronite. Esta doença manifesta-se quando os dentes do siso estão parcialmente inclusos – esta situação dificulta a higiene oral e leva à acumulação de resíduos alimentares, placa e bactérias, que acabam por resultar em pericoronite. A pericoronite manifesta-se através de sintomas como dor, inflamação e mau hálito; em casos mais graves pode registar-se uma infeção dolorosa, dificuldade em abrir a boca e engolir, gânglios linfáticos inchados e febre.
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