O que é o esmalte dentário e para que serve

Os dentes fazem parte da anatomia do corpo humano e apresentam diversas funções, algumas delas vitais para o seu bom funcionamento. Sendo de extrema importância para uma alimentação correta, uma vez que permitem mastigar os alimentos e reduzi-los a fragmentos mais pequenos, os dentes permitem uma boa digestão e assimilação de nutrientes. A fala é igualmente beneficiada ou prejudicada pela presença dos dentes, na medida em que, sem eles, não conseguiríamos articular de forma correta as palavras, prejudicando consequentemente a comunicação. A constituição do próprio dente é igualmente importante, começando pelo esmalte.

Constituição dentária                                            

Na constituição do dente podem ser visualizadas quatro áreas distintas: o esmalte, a dentina, o cimento e a polpa. O dente apresenta uma parte que sai das gengivas e outra que fica por dentro destas. É a parte externa e visível do dente que se encontra coberta pelo esmalte. Este, se for partido ou deteriorado por qualquer razão, não tem a possibilidade de se auto-reconstruir, pelo que a intervenção do dentista torna-se essencial. 

Propriedades do esmalte

O esmalte reveste a coroa do dente e apresenta-se bastante duro, uma vez que é o tecido mais mineralizado que se pode encontrar em qualquer parte do corpo humano. Cerca de 96% da sua composição é material mineralizado, enquanto os restantes 4% são compostos por água e materiais orgânicos. A espessura do esmalte, por sua vez, varia desde a ponta da coroa até à junção amelo-cementária. Na coroa, a espessura é maior, e vai reduzindo-se à medida que se aproxima da gengiva.

Cor do esmalte

Apesar de todas as pessoas gostarem de exibir uns dentes brancos, isto nem sempre é possível, na medida em que é a dentina que lhe fica subjacente que determina a sua tonalidade. Assim, o esmalte pode variar a sua cor, de amarelo claro a branco acinzentado ou até mesmo a branco azulado.

Processo de formação do esmalte

Ao processo de formação do esmalte dá-se o nome de amelogénese, que se inicia a partir do quarto mês de gravidez, e que ocorre em duas fases bem distintas: a fase de secreção e a fase de maturação. Na primeira fase, existe um envolvimento entre proteínas e matrizes orgânicas, que dão origem a um esmalte que ainda não possui a totalidade dos minerais. Na segunda fase, e como o próprio nome indica, a mineralização do esmalte dá-se por concluída, ficando este com o seu aspeto e composições finais. Nesta fase, verifica-se também uma redução da porosidade do dente.

A danificação do esmalte

A causa mais frequente das cáries dentárias é a ingestão de açúcar e de alimentos ácidos, que têm a capacidade de dissolver o esmalte quando em contacto com as bactérias existentes na boca. Essa interação entre os açúcares e as bactérias vai permitir a formação do ácido láctico e baixar o pH da boca. Face à presença deste ácido e de um pH baixo, os cristais de hidroxiapatita do esmalte vão desmineralizar, permitindo que as bactérias invadam o dente e provoquem ou aprofundem a cárie.

Outras causas

Existem outras causas de destruição do esmalte como, por exemplo, o bruxismo – também conhecido como ranger de dentes – que acontece quando a pessoa está a dormir. Também a abrasão provocada pelas escovas duras e a erosão provocada por processos químicos podem provocar a danificação do esmalte, pelo que se deverá sempre assegurar o maior cuidado na seleção das escovas e dos produtos dentários que se utiliza. 

Preservar o esmalte

Para preservar o esmalte dos dentes, procure adotar algumas medidas:

  • Evitar refrigerantes, substituindo-os por bebidas sem açúcar e sem acidez (como leite, água ou sumos naturais)
  • Aquando do consumo de refrigerantes, beber água no final, de forma a eliminar os resíduos dos refrigerantes
  • Não lavar os dentes logo após a ingestão de alimentos e bebidas ácidas, uma vez que o esmalte está mais vulnerável
  • Manter uma alimentação equilibrada, de forma a evitar a cárie
  • Usar uma pasta de dentes pouco abrasiva
  • Fazer uma higiene perfeita dos dentes
  • Visitar, pelo menos duas vezes por ano, o dentista
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